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O jogo da imitação - Análise

Olá, tudo bem? A maratona de filmes indicados ao Oscar não terminou, a análise de hoje é de um dos filmes  preferidos a ganhar o Oscar de melhor roteiro: O jogo da imitação.

Dirigido por:  Morten Tyldum
Duração: 1h55min
Gênero: Biografia, Drama

Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, o governo britânico monta uma equipe que tem por objetivo quebrar o Enigma, o famoso código que os alemães usam para enviar mensagens aos submarinos. Um de seus integrantes é Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos estritamente lógico e focado no trabalho, que tem problemas de relacionamento com praticamente todos à sua volta. Não demora muito para que Turing, apesar de sua intransigência, lidere a equipe. Seu grande projeto é construir uma máquina que permita analisar todas as possibilidades de codificação do Enigma em apenas 18 horas, de forma que os ingleses conheçam as ordens enviadas antes que elas sejam executadas. Entretanto, para que o projeto dê certo, Turing terá que aprender a trabalhar em equipe e tem Joan Clarke (Keira Knightley) sua grande incentivadora.



A história de Alan Turing é extremamente essencial para que as pessoas conheçam uma das passagens mais importantes da Segunda Guerra Mundial – e da História recente. Não é a primeira vez que a vida de Turing é contada. O matemático já teve sua biografia mostrada nos filmes “Codebreaker” (2011, feito para a TV), “The Turing Enigma” (2011) e “Enigma” (2001).

O jogo da imitação, porém vem com um toque mais refinado e pessoal retratando a época em que Turing foi contratado pelo serviço secreto britânico para  o projeto de decifrar a "Enigma"e para quem não a conhece, "Enigma" era uma máquina de encriptação de mensagens utilizadas pelos alemães servindo de obstáculo intransponível à vitória dos Aliados. O matemático junta-se assim a uma equipe de  peritos, mas a sua peculiaridade o impede que interaja com os outros, ou sequer seja respeitado. Apenas quando faz uma inteligente seleção de candidatos para unir-se a equipe contrata Joan Clarke para o ajudar na missão. Ela é quem consegue cativar os seus colegas, auxiliando o matemático, através de sua percepção sobre o comportamento humano.

Durante o filme encontramos alguns pontos a serem observados: A trilha sonora de Alexandre Desplat não enaltece a trama como poderia, existem bons diálogos, apesar da faltar foco, saltando entre a vontade de vencer a guerra e a vida privada de Turing. Nas personagens, conhecemos um Turing frágil e casmurro, mas extremamente inteligente, em três fases da sua vida: na adolescência, durante a Segunda Guerra Mundial e nos anos do pós-guerra.

O interessante é que o enredo toca em pontos essenciais acerca da incompreensão humana em relação à diferença, sendo esta vista como uma fraqueza, e não como uma eventual fonte de inovação e genialidade. Tudo o que de positivo possa surgir de alguém considerado invulgar é visto como insuficiente, por muito brilhante que possa ser, algo que aconteceu exatamente com o protagonista. Outro ponto observado é a forma como a homossexualidade de Turing está presente, entretanto não se sobrepondo ao resto da sua identidade, não sendo de todo o foco da história, de maneira a não retirar a principal relevância aos seus feitos intelectuais.

Apesar de algumas falhas ao longo da trama, "O jogo da imitação' é uma homenagem e um pedido desculpas, além de reconhecimento ao grande cientista que mudou o destino de inúmeras pessoas, inclusive as nossas.



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